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ACADEMIA ARAPIRAQUENSE DE LETRAS E ARTES REALIZA ASSEMBLEIA E APROVA NOVOS NOMES PARA SUAS CADEIRAS


     A Academia Arapiraquense de Letras e Artes realizou, na noite desta quarta-feira (11), sua assembleia ordinária reunindo confreiras e confrades para debater temas ligados à literatura, às artes e à preservação da memória cultural de Arapiraca.
    O encontro aconteceu no auditório da Casa da Cultura de Arapiraca e teve início por volta das 19h40, com a fala de abertura da presidenta da instituição, Carla Messias, carinhosamente chamada pelos membros da academia de “a extraordinária”.

    A programação contou com exposição de artesanato produzido a partir de materiais de reuso, demonstrando o diálogo entre criatividade, sustentabilidade e expressão artística. Também houve o lançamento de dois livros, reafirmando o compromisso da academia com a produção literária local.

    Durante a assembleia foram apresentados nomes para ocupar cadeiras que estavam vagas na instituição. Após apreciação e votação entre os acadêmicos presentes, três indicações foram aprovadas para cadeiras efetivas da academia: Aermerson Barros, Antônio Tancredo Pinheiro da Silva e Daniel Alves, conhecido como Zé de Quinô.

    A indicação de Aermerson Barros foi apresentada pelo professor e escritor José Sandro da Silva, seu padrinho acadêmico. Já o historiador e pesquisador Gilberto Barbosa Filho apadrinhou o escritor e cordelista Daniel Alves (Zé de Quinô). Por sua vez, a professora e escritora Magna Cristina apresentou e apadrinhou a indicação do jurista e pesquisador Antônio Tancredo Pinheiro da Silva.

Trajetória cultural de Aermerson Barros

    Natural de Arapiraca, Aermerson Barros iniciou sua trajetória cultural ainda jovem, participando de atividades religiosas e artísticas na Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Feira Grande, onde realizou sua primeira encenação da Paixão de Cristo sob orientação do padre Murilo Cordeiro.

    Posteriormente, já em Arapiraca, passou a integrar os grupos de jovens da Catedral Nossa Senhora do Bom Conselho e tornou-se cofundador do Grupo Asas da Liberdade, responsável pela primeira encenação da Paixão de Cristo no Morro da Massaranduba, espetáculo que se consolidou como um dos maiores eventos culturais e religiosos do interior de Alagoas.

    Sua formação artística também passou pelo ateliê do saudoso mestre Zezito Guedes, onde teve contato com importantes nomes da cultura arapiraquense, como Nelson Rosa, Romilton Júnior e o palhaço Teco Teco, denominação artística criada pelo próprio Aermerson.

    Além da atuação cultural, construiu trajetória como locutor popular em campanhas comerciais e políticas no município. Essa vivência inspirou o poema “Ecos de um Locutor do Povo”, posteriormente integrado à sua produção literária.

    É autor do livro Ecos de Minha Terra Interior: Viver e Permitir, artista plástico, produtor cultural e gestor público com atuação voltada à valorização da cultura popular. Graduado em História pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) e pós-graduado em Gestão Social e Políticas Públicas do Patrimônio Histórico pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), atuou como secretário municipal de Cultura e Turismo de Arapiraca, trabalhou por mais de 25 anos como servidor público e também exerceu a função de conselheiro tutelar, obtendo à época a maior votação registrada para o cargo no município. Atualmente está à frente da Casa da Cultura de Arapiraca.

Perfil acadêmico de Antônio Tancredo Pinheiro da Silva

    Doutor e mestre em Educação pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Antônio Tancredo Pinheiro da Silva realiza estágio de pós-doutorado em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

    Com mais de uma década de atuação no ensino superior, foi professor e gestor acadêmico em instituições como a Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), onde coordenou o curso de Direito. É escritor e pesquisador com foco em Direitos Humanos, democracia e teoria crítica.


    Autor da obra Educação, Direito e Democracia, recebeu Menção Honrosa na Bienal Internacional do Livro de 2025 e o título de Mérito Acadêmico da UNEAL. Também integra entidades literárias como a União Brasileira de Escritores (UBE) e a Academia Internacional de Literatura e Artes (AILAP).

    Sua indicação para a academia ocorre sob apadrinhamento da professora e escritora Magna Cristina, educadora, organizadora das Antologias Arapiraquenses e autora do livro Crônicas Magníficas.


Perfil do historiador e escritor Daniel Alves (Zé de Quinô)

    O pesquisador e cordelista Daniel Alves dos Santos, conhecido como Zé de Quinô, possui trajetória marcada pela investigação histórica e pela produção literária ligada à cultura popular nordestina.

    Licenciado em História pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), é mestre e doutorando em História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Sua pesquisa concentra-se na história de Arapiraca, especialmente nos processos sociais, políticos e culturais da segunda metade do século XX até os dias atuais.

    No campo da literatura de cordel, desenvolve obras que dialogam com temas sociais e políticos, entre elas Triste Arapiraca (2018), Tia Angela e Dandara (2021), O Afago da Fome (2022), O Morcego Presidente (2020), A Carta de Satanás a Bolsonaro (2023) e A Resposta de Bolsonaro à Carta de Satanás (2023), além do texto O Menino que Falava com Formigas (2025).

    Também publicou o livro artesanal Versos Profanos (2019) e o e-book A Vontade da Palavra: Poemas e Versificações (2022). Como pesquisador, possui artigos acadêmicos publicados em periódicos universitários, entre eles estudos sobre história e literatura de cordel.

    Além da produção literária e acadêmica, atua na música como compositor, sendo parceiro do cantor Junior Almeida na canção Vento Forte, lançada no álbum O Avesso da Asa do Anjo (2021).

    Sua indicação para a Academia Arapiraquense de Letras e Artes ocorre sob apadrinhamento do historiador e professor Gilberto Barbosa Filho, pesquisador da história regional e autor de importantes obras sobre Arapiraca e Limoeiro de Anadia.


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