Card´s Temáticos do " Território dos Poetas Vivos ".

Território dos Poetas Vivos

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Conheça a proposta do portal e a identidade cultural do território dos poetas vivos.

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Série: Escritores de Arapiraca e do Agreste Alagoano

Conheça os escritores que ajudam a construir a memória literária de Arapiraca e do Agreste Alagoano, revelando histórias, identidades e trajetórias da cultura regional.

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O blog Território dos Poetas Vivos anuncia oficialmente a abertura de seu primeiro edital literário, convidando escritores e poetas a participarem da Primeira Antologia Território dos Poetas Vivos 2026.


 

    O blog Território dos Poetas Vivos anuncia oficialmente a abertura de seu primeiro edital literário, convidando escritores e poetas a participarem da Primeira Antologia Território dos Poetas Vivos 2026.

    A iniciativa, organizada pelo poeta e pesquisador Aermerson Barros do Nascimento, tem como objetivo reunir autores contemporâneos em uma coletânea que valorize a diversidade da poesia viva, dando espaço a diferentes vozes, estilos e experiências literárias.

    A antologia será publicada pela Editora Performance, ampliando a visibilidade dos autores selecionados e fortalecendo a circulação da poesia brasileira contemporânea.

    Poetas interessados podem conferir todas as informações, critérios de participação e orientações diretamente no edital disponível no link abaixo.


📜 Acesse o edital:

CLIQUE AQUI



    Para mais informações, os interessados também podem entrar em contato com a organização.


📞 Contato do organizador: 
Aermerson Barros – (82) 92001-3401


Edital 01/2026 do Portal " Território dos Poetas Vivos - Volume 1

 


REGULAMENTO

Edital 01/2026

TERRITÓRIO DOS POETAS VIVOS – VOLUME 1

Organização: Aermerson Barros do Nascimento

E-mail oficial: territoriodospoetasvivos@gmail.com
PIX para pagamento: 82 92001-3401


1. DA INSCRIÇÃO


1.1 O projeto Território dos Poetas Vivos – Volume 1 será elaborado de forma independente, sob a coordenação de Aermerson Barros do Nascimento.

1.2 Poderão participar todas as pessoas físicas com idade mínima de 18 (dezoito) anos, residentes no Brasil.

1.3 Não haverá limite máximo de textos inscritos, desde que cada texto corresponda a uma nova inscrição.


2. DAS CARACTERÍSTICAS DA OBRA


2.1 O Território dos Poetas Vivos – Volume 1 receberá produções textuais de TEMA LIVRE, nos seguintes gêneros:

  • Poemas

  • Cordéis

  • Composições musicais (letras)

  • Contos

  • Crônicas

  • Artigos de opinião

  • Fábulas

2.2 As obras não precisam ter classificação indicativa livre, ficando a critério do autor a abordagem temática, desde que respeitadas as disposições deste regulamento.


3. DO PROCESSO DE INSCRIÇÃO


3.1 A inscrição ocorrerá em duas etapas:

3.1.1 Primeira etapa – Envio do material: O(a) autor(a) deverá enviar para o e-mail territoriodospoetasvivos@gmail.com:

  • Texto inscrito;

  • Ficha de inscrição preenchida;

  • Minibiografia de até 10 (dez) linhas;

  • Foto de rosto legível;

  • Dados residenciais e contato.

Parágrafo único: Não serão aceitas inscrições enviadas via WhatsApp ou outros meios que não o e-mail oficial do projeto.

3.1.2 Segunda etapa – Avaliação: Os textos serão analisados por uma Banca Avaliadora. Caso o texto seja aprovado, o(a) autor(a) receberá por e-mail a Carta de Aceite.


4. DA ACEITAÇÃO DOS TEXTOS


4.1 Serão aceitos apenas textos escritos em língua portuguesa.

4.2 Os textos deverão conter entre 1 (uma) e 2 (duas) laudas.

4.3 Textos que excederem 2 (duas) laudas terão acréscimo de R$ 10,00 (dez reais) por lauda excedente.

4.4 Os textos deverão ser enviados em arquivo Word, formatados em fonte Times New Roman, tamanho 12.

4.5 A revisão ortográfica, gramatical e textual é de inteira responsabilidade do(a) autor(a).


5. DOS TEXTOS QUE NÃO SERÃO ACEITOS


5.1 Não serão aceitos trabalhos que:

  • Possam causar danos a terceiros por meio de difamação, injúria ou calúnia;

  • Contenham conteúdo pornográfico explícito;

  • Ofendam a liberdade de crença e as religiões;

  • Apresentem conteúdo racista, discriminatório ou que incite violência;

  • Façam propaganda político-partidária direta, com direcionamento explícito a partido político específico ou a político identificado nominalmente.

Parágrafo único: É permitida a crítica política de forma velada, simbólica ou poética, desde que não haja ataque direto ou promoção explícita a partidos ou políticos específicos.

  • Tenham sido produzidos por terceiros;

  • Não estejam formatados conforme as normas deste regulamento.

6. DOS TEXTOS E DIREITOS AUTORAIS


6.1 Ao se inscrever no Território dos Poetas Vivos – Volume 1, o(a) autor(a) autoriza automaticamente a veiculação de seu texto e imagem para fins de publicação, divulgação cultural e promocional do projeto.

6.2 Os dados fornecidos no ato da inscrição devem ser verdadeiros, sendo o(a) autor(a) o único responsável por sua veracidade.

6.3 Em caso de fraude ou plágio comprovado, o texto será automaticamente excluído da publicação.


7. DA PUBLICAÇÃO


7.1 O texto inscrito deverá ser inédito.

7.2 Cada inscrição corresponde a um único texto e a um único gênero literário.

7.3 O valor da inscrição será:

  • Público geral: R$ 60,00 (sessenta reais);

  • Estudantes: R$ 45,00 (quarenta e cinco reais).

7.4 Cada autor(a) inscrito(a) receberá:

  • 1 (um) exemplar impresso da obra;

  • 1 (um) exemplar em e-book;

  • Página de publicação;

  • Certificado de participação.

7.5 Exemplares adicionais poderão ser adquiridos pelo valor de R$ 60,00 (sessenta reais) por unidade.


8. DO PAGAMENTO


8.1 O pagamento da taxa de inscrição deverá ser efetuado somente após o recebimento da Carta de Aceite.

8.2 O pagamento será realizado exclusivamente via PIX: Chave PIX: 82 92001-3401 Titular: Aermerson Barros do Nascimento

8.3 O comprovante de pagamento deverá ser enviado para o e-mail territoriodospoetasvivos@gmail.com.


9. DO LANÇAMENTO E ENTREGA


9.1 A obra será disponibilizada em formato impresso no dia do lançamento oficial, com local e data a serem divulgados posteriormente.

9.2 Os autores que não puderem comparecer ao evento de lançamento poderão solicitar o envio do exemplar via Correios, arcando com o custo do frete.

9.3 A solicitação de envio deverá ser feita após o lançamento oficial da obra.


10. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS


10.1 O(a) autor(a) declara ser o legítimo detentor dos direitos autorais da obra inscrita, isentando a organização de qualquer responsabilidade jurídica.

10.2 A organização reserva-se o direito de alterar itens deste regulamento ou a data de lançamento da obra, caso necessário, comunicando previamente os participantes.

10.3 A participação no Território dos Poetas Vivos – Volume 1 implica na aceitação total e irrestrita de todos os itens deste regulamento.

Território dos Poetas Vivos – Volume 1
Organização: Aermerson Barros do Nascimento
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A vida sentida


 

    Há uma hora da vida em que percebemos que não é possível carregar tudo. Não porque a casa esteja pesada, com seus móveis rangendo sob o peso de anos acumulados. Nem porque a família pese como um cobertor úmido de suor noturno. Nem porque os amigos tenham se tornado fardos, com suas vozes ecoando como ecos distantes em um quarto vazio. O peso verdadeiro está em outras coisas. Expectativas que apertam o peito como cordas encharcadas de chuva. Julgamentos que arranham a pele como unhas sujas de terra. A necessidade de aprovação que lembra o mofo de sótãos esquecidos. O medo da reprovação que gela os ossos como vento cortante em noites sem lua. É disso que, um dia, alguém decide se libertar, soltando as amarras com um suspiro que devolve ar aos pulmões.

    Quando digo que sou de largar tudo, não falo de abandonar o que amo. Não abandono a mesa onde minha família se senta, com o aroma quente de pão fresco misturado ao sal discreto de lágrimas antigas. Nem abandono os rostos que conhecem meu nome, repetido tantas vezes em abraços que já aprenderam o caminho das mãos. O que abandono são os tribunais invisíveis que as pessoas carregam dentro da cabeça umas das outras. Salões frios onde ecos de críticas velhas ainda pairam no ar e sentenças invisíveis cortam como lâminas gastas.

    Porque a verdade é simples. No fundo, todos somos frágeis. Somos como folhas secas que se quebram ao toque, guardando o cheiro amargo de outonos passados. Carregamos pequenos pecados, pequenos erros, pequenas intenções mal resolvidas. Coisas que se colam à pele como suor frio depois de uma confissão sussurrada. Há coisas que fizemos e que deixam um gosto metálico de arrependimento na boca. Há coisas que quase fizemos e que pairam como fumaça de fogueira apagada. Há também coisas que nunca fizemos, mas pensamos em fazer. E isso também nos acompanha, silencioso, como uma sombra fria encostada nas costas.

    O ser humano é uma coleção de tentativas. Tentamos ser melhores do que somos. Esticamos a alma como couro exposto ao sol. Tentamos parecer mais fortes do que estamos, mesmo quando os músculos tremem sob o peso de ilusões. Tentamos esconder aquilo que nos denuncia. Enterramos segredos no peito como sementes guardadas em terra escura.

    Ainda assim, dentro de cada um de nós existe um inventário secreto. Palavras duras que não deveriam ter sido ditas e continuam ecoando dentro do peito. Silêncios que deveriam ter sido quebrados e agora pesam como pedras no estômago. Desejos que visitaram a madrugada e deixaram o cheiro morno de lençóis amassados. Pequenas injustiças que justificamos para conseguir dormir em paz, embalados por mentiras que contamos a nós mesmos.

    Se o leitor for honesto agora, apenas por um instante, encontrará dentro de si algo assim. Não precisa ser grande. Às vezes é mínimo. Uma inveja que passou como um gosto azedo na língua. Um pensamento que não deveria ter sido pensado, como um espinho escondido sob a unha. Uma indiferença diante da dor de alguém, fria como o mármore de um túmulo esquecido.

    É nisso que somos parecidos. A humanidade não se encontra nos grandes feitos. Ela vive nas pequenas rachaduras da consciência. Fissuras por onde escapa aquilo que realmente somos.

    Pecado e acerto caminham juntos. São como dois irmãos que nunca se largam. Ninguém é apenas erro. Ninguém é apenas virtude. Somos uma contabilidade imperfeita entre aquilo que tentamos ser e aquilo que conseguimos ser.

    No meio de tudo isso existe a vida. Essa coisa estranha que se esvai dia após dia enquanto seguimos presos a rotinas que rangem como portas antigas. Obrigações que apertam como cintos úmidos. Relógios que insistem em marcar o tempo com o ruído seco de engrenagens. Máquinas invisíveis que parecem sugar o ar dos pulmões. Cada dia que passa nos atravessa um pouco. Como vento carregado de sal. Cada memória que guardamos constrói castelos que talvez ninguém mais visite além de nós mesmos. Torres silenciosas erguidas com as pedras quentes da saudade.

    Quando todas as ilusões caem, desmoronando com o estalo seco das mentiras expostas, sobra algo muito simples. Sobra o pouco. Algo macio e real como o pano áspero de uma toalha de família.

    Sobra uma família que conhece o cheiro da nossa pele e o ritmo da nossa respiração noturna.

    Sobram alguns amigos verdadeiros, cujos abraços parecem grudar na alma. Sobram lembranças que insistem em permanecer vivas, como o gosto de frutas maduras colhidas na pressa da juventude. Sobram nomes que continuam pulsando no pensamento como veias quentes sob a pele.

    E sobra também uma consciência cada vez mais clara de que o tempo não volta. Ele escorre entre os dedos como areia molhada.

    Talvez seja isso que resta quando se larga tudo o que não importa. O supérfluo se derrama como água suja de um balde antigo. Não sobra riqueza. Não sobra glória. Não sobra perfeição.

Sobra apenas a simplicidade de existir.

    E talvez seja exatamente isso que salva. Saber que somos humanos demais para sermos santos. Temos nossos cheiros terrenos e nossas falhas inevitáveis. Ainda assim, continuamos humanos o suficiente para tentar acertar mais uma vez. Seguimos carregando nossos pequenos pecados dentro do peito, como segredos quentes que lembram que ainda estamos vivos.

Por Aermerson Barros 

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ACADEMIA ARAPIRAQUENSE DE LETRAS E ARTES REALIZA ASSEMBLEIA E APROVA NOVOS NOMES PARA SUAS CADEIRAS


     A Academia Arapiraquense de Letras e Artes realizou, na noite desta quarta-feira (11), sua assembleia ordinária reunindo confreiras e confrades para debater temas ligados à literatura, às artes e à preservação da memória cultural de Arapiraca.
    O encontro aconteceu no auditório da Casa da Cultura de Arapiraca e teve início por volta das 19h40, com a fala de abertura da presidenta da instituição, Carla Messias, carinhosamente chamada pelos membros da academia de “a extraordinária”.

    A programação contou com exposição de artesanato produzido a partir de materiais de reuso, demonstrando o diálogo entre criatividade, sustentabilidade e expressão artística. Também houve o lançamento de dois livros, reafirmando o compromisso da academia com a produção literária local.

    Durante a assembleia foram apresentados nomes para ocupar cadeiras que estavam vagas na instituição. Após apreciação e votação entre os acadêmicos presentes, três indicações foram aprovadas para cadeiras efetivas da academia: Aermerson Barros, Antônio Tancredo Pinheiro da Silva e Daniel Alves, conhecido como Zé de Quinô.

    A indicação de Aermerson Barros foi apresentada pelo professor e escritor José Sandro da Silva, seu padrinho acadêmico. Já o historiador e pesquisador Gilberto Barbosa Filho apadrinhou o escritor e cordelista Daniel Alves (Zé de Quinô). Por sua vez, a professora e escritora Magna Cristina apresentou e apadrinhou a indicação do jurista e pesquisador Antônio Tancredo Pinheiro da Silva.

Trajetória cultural de Aermerson Barros

    Natural de Arapiraca, Aermerson Barros iniciou sua trajetória cultural ainda jovem, participando de atividades religiosas e artísticas na Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Feira Grande, onde realizou sua primeira encenação da Paixão de Cristo sob orientação do padre Murilo Cordeiro.

    Posteriormente, já em Arapiraca, passou a integrar os grupos de jovens da Catedral Nossa Senhora do Bom Conselho e tornou-se cofundador do Grupo Asas da Liberdade, responsável pela primeira encenação da Paixão de Cristo no Morro da Massaranduba, espetáculo que se consolidou como um dos maiores eventos culturais e religiosos do interior de Alagoas.

    Sua formação artística também passou pelo ateliê do saudoso mestre Zezito Guedes, onde teve contato com importantes nomes da cultura arapiraquense, como Nelson Rosa, Romilton Júnior e o palhaço Teco Teco, denominação artística criada pelo próprio Aermerson.

    Além da atuação cultural, construiu trajetória como locutor popular em campanhas comerciais e políticas no município. Essa vivência inspirou o poema “Ecos de um Locutor do Povo”, posteriormente integrado à sua produção literária.

    É autor do livro Ecos de Minha Terra Interior: Viver e Permitir, artista plástico, produtor cultural e gestor público com atuação voltada à valorização da cultura popular. Graduado em História pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) e pós-graduado em Gestão Social e Políticas Públicas do Patrimônio Histórico pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), atuou como secretário municipal de Cultura e Turismo de Arapiraca, trabalhou por mais de 25 anos como servidor público e também exerceu a função de conselheiro tutelar, obtendo à época a maior votação registrada para o cargo no município. Atualmente está à frente da Casa da Cultura de Arapiraca.

Perfil acadêmico de Antônio Tancredo Pinheiro da Silva

    Doutor e mestre em Educação pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Antônio Tancredo Pinheiro da Silva realiza estágio de pós-doutorado em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

    Com mais de uma década de atuação no ensino superior, foi professor e gestor acadêmico em instituições como a Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), onde coordenou o curso de Direito. É escritor e pesquisador com foco em Direitos Humanos, democracia e teoria crítica.


    Autor da obra Educação, Direito e Democracia, recebeu Menção Honrosa na Bienal Internacional do Livro de 2025 e o título de Mérito Acadêmico da UNEAL. Também integra entidades literárias como a União Brasileira de Escritores (UBE) e a Academia Internacional de Literatura e Artes (AILAP).

    Sua indicação para a academia ocorre sob apadrinhamento da professora e escritora Magna Cristina, educadora, organizadora das Antologias Arapiraquenses e autora do livro Crônicas Magníficas.


Perfil do historiador e escritor Daniel Alves (Zé de Quinô)

    O pesquisador e cordelista Daniel Alves dos Santos, conhecido como Zé de Quinô, possui trajetória marcada pela investigação histórica e pela produção literária ligada à cultura popular nordestina.

    Licenciado em História pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), é mestre e doutorando em História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Sua pesquisa concentra-se na história de Arapiraca, especialmente nos processos sociais, políticos e culturais da segunda metade do século XX até os dias atuais.

    No campo da literatura de cordel, desenvolve obras que dialogam com temas sociais e políticos, entre elas Triste Arapiraca (2018), Tia Angela e Dandara (2021), O Afago da Fome (2022), O Morcego Presidente (2020), A Carta de Satanás a Bolsonaro (2023) e A Resposta de Bolsonaro à Carta de Satanás (2023), além do texto O Menino que Falava com Formigas (2025).

    Também publicou o livro artesanal Versos Profanos (2019) e o e-book A Vontade da Palavra: Poemas e Versificações (2022). Como pesquisador, possui artigos acadêmicos publicados em periódicos universitários, entre eles estudos sobre história e literatura de cordel.

    Além da produção literária e acadêmica, atua na música como compositor, sendo parceiro do cantor Junior Almeida na canção Vento Forte, lançada no álbum O Avesso da Asa do Anjo (2021).

    Sua indicação para a Academia Arapiraquense de Letras e Artes ocorre sob apadrinhamento do historiador e professor Gilberto Barbosa Filho, pesquisador da história regional e autor de importantes obras sobre Arapiraca e Limoeiro de Anadia.


Gilberto Barbosa Filho: o historiador que transforma memória em permanência

 

    Iniciar uma série dedicada aos escritores e escritoras de Arapiraca e de toda a região do Agreste alagoano exige começar por alguém cuja obra dialoga diretamente com a memória, a identidade e a história do nosso povo. Por essa razão, o Blog Território dos Poetas Vivos escolhe abrir sua galeria de homenagens com o historiador, professor e escritor Gilberto Barbosa Filho, um intelectual cuja trajetória se confunde com o esforço de preservar e compreender as raízes históricas de Alagoas.


    Mais do que escrever livros, Gilberto Barbosa Filho escreve pontes entre passado e presente. Sua produção intelectual mostra que a história não é apenas um registro de acontecimentos distantes, mas um território vivo, onde memória, identidade e cultura se entrelaçam para formar o sentido de pertencimento de uma comunidade.

Raízes que atravessam gerações

    Filho de Gilberto Barbosa e de Célia Maria da Conceição, Gilberto Barbosa Filho nasceu na cidade do Rio de Janeiro, mas suas raízes estão profundamente ligadas ao interior de Alagoas.

    Ele descende de famílias fundadoras de Arapiraca e de Limoeiro de Anadia, estando genealogicamente ligado a figuras históricas como Manoel André Correia dos Santos e Antônio Rodrigues da Silva, personagens que marcaram o processo de ocupação e formação social da região.

    Essa herança familiar, no entanto, não se limita à memória doméstica. Ela se transformou em objeto de investigação histórica, levando o autor a mergulhar profundamente nas origens das cidades do Agreste alagoano e nas histórias que moldaram a identidade regional.

O professor que ensina história vivendo a história

    Graduado e pós-graduado em História, Gilberto Barbosa Filho atua como professor da rede pública estadual e municipal desde 2014. Em sua prática docente, a história não aparece apenas como conteúdo escolar, mas como instrumento de formação cidadã.

    Para ele, ensinar história é ensinar pertencimento, consciência social e compreensão do tempo.Sua atuação educacional também se estende à construção de projetos voltados à valorização da disciplina. Entre essas iniciativas está a criação da Olimpíada de História de Alagoas, realizada em 2017, que buscou incentivar estudantes a refletirem sobre a história do estado e suas transformações.

    Além disso, o professor integra o grupo de Humanas da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas, contribuindo para o fortalecimento do ensino da área no contexto educacional alagoano.


Intelectual da memória alagoana

    A trajetória de Gilberto Barbosa Filho também se destaca no campo cultural e literário. Ele é membro efetivo da Academia Arapiraquense de Letras e Artes, instituição que reúne escritores, pesquisadores e artistas comprometidos com o desenvolvimento cultural da região.

Paralelamente, atua como coordenador do grupo Escafandristas Alagoanos, coletivo de pesquisadores dedicado ao estudo e à divulgação da história de Alagoas.

    O nome do grupo é sugestivo: como escafandristas que mergulham em águas profundas, seus integrantes exploram as camadas muitas vezes esquecidas da história regional. Nesse mergulho investigativo, Gilberto Barbosa Filho tem contribuído significativamente para revelar personagens, processos sociais e acontecimentos que ajudam a compreender a formação do Agreste alagoano.

Uma obra dedicada à identidade do povo.

    Ao longo dos anos, Gilberto Barbosa Filho construiu uma produção bibliográfica consistente, marcada pelo compromisso com a pesquisa histórica e com a valorização da memória regional.

    Entre suas obras destaca-se Fragmentos de Uma História: Índios, Brancos e Negros no Processo de Construção da Identidade Socioeconômica e Política de Limoeiro de Anadia, publicado em 2011. Nesse trabalho, o autor investiga as bases sociais e culturais da formação do município, analisando a convivência e os conflitos entre diferentes grupos que participaram da construção da identidade local.

    A pesquisa sobre Limoeiro de Anadia também se aprofunda em obras como Crônicas de Limoeiro – Tomo I: O Diálogo dos Povos (2019) e Crônicas de Limoeiro – Tomo II: História, Poder, Cultura e Memória (2024), nas quais o autor reúne reflexões e registros que ampliam a compreensão sobre a história, a cultura e as relações de poder no município.

    Entre suas publicações também estão Limoeiro de Anadia: Cidade da Gente, voltado ao ensino fundamental, e Alagoas: Terra da Gente, que aproxima estudantes da história do estado de forma didática e acessível.

    Outra contribuição relevante é o livro Quilombo de Limoeiro: Das Dores à Festa, das Lutas ao Triunfo, no qual o autor analisa a trajetória histórica e cultural das comunidades quilombolas da região, destacando suas lutas, resistências e conquistas.

Da história de Limoeiro à formação de Arapiraca

    Em determinado momento de sua trajetória intelectual, as pesquisas de Gilberto Barbosa Filho começam a ultrapassar os limites históricos de Limoeiro de Anadia e passam a dialogar diretamente com a formação de Arapiraca.

    Esse movimento ocorre quando o historiador volta sua atenção para um personagem fundamental do processo de ocupação da região: Manoel André Correia dos Santos.

    Essa investigação resultou no livro Manoel André: Ocupação, Desbravamento e Fundação de Arapiraca, obra que analisa o processo histórico de desbravamento e ocupação do território que daria origem ao povoado de Arapiraca. Embora publicado posteriormente, o estudo aborda um período anterior à emancipação política da cidade, quando o território ainda estava sob a jurisdição de Limoeiro de Anadia.

    No livro, o autor examina o papel de Manoel André como figura central na organização inicial da ocupação territorial e no surgimento do núcleo populacional que mais tarde se transformaria em uma das principais cidades do interior alagoano.

O baluarte da emancipação política

    Dando continuidade a essa linha de pesquisa sobre a formação histórica da região, Gilberto Barbosa Filho publicou, em 2024, a obra O Baluarte da Emancipação: Esperidião Rodrigues da Silva.


    Nesse trabalho, o historiador investiga a trajetória de Esperidião Rodrigues da Silva, personagem decisivo na luta pela emancipação política de Arapiraca.

    Naquele período histórico, Arapiraca ainda era distrito de Limoeiro de Anadia. O movimento emancipacionista representou um momento crucial para a reorganização política do Agreste alagoano. Ao estudar Esperidião Rodrigues, o autor evidencia seu papel como verdadeiro baluarte da emancipação política de Arapiraca, responsável por liderar os esforços que culminaram na autonomia administrativa do município.

    Ao conectar as trajetórias de Manoel André, ligado à fundação e ocupação do território, e de Esperidião Rodrigues, protagonista da emancipação política, Gilberto Barbosa Filho constrói uma narrativa histórica que revela duas etapas fundamentais da formação de Arapiraca: o nascimento do povoado e a conquista de sua autonomia.

A escrita como resistência cultural

    Em tempos de mudanças aceleradas e de memória frequentemente ameaçada pelo esquecimento, o trabalho de historiadores e escritores torna-se ainda mais necessário.

    A obra de Gilberto Barbosa Filho demonstra que escrever sobre a história de uma cidade é também um ato de preservação cultural. Seus livros ajudam a compreender as relações sociais, as transformações políticas e os processos culturais que deram forma às cidades do Agreste alagoano.


    Mais do que registrar fatos, seu trabalho busca interpretar contextos, revelar personagens e ampliar a compreensão coletiva sobre o passado.

O primeiro nome de um território de poetas vivos

    Ao inaugurar esta série de homenagens do Território dos Poetas Vivos, celebramos não apenas um escritor, mas um guardião da memória regional.

    A trajetória de Gilberto Barbosa Filho mostra que a literatura e a história caminham juntas quando o objetivo é compreender e valorizar a identidade de um povo.

    Seus livros ajudam novas gerações a entender de onde vieram e como se formaram as cidades que hoje compõem o Agreste alagoano.

    Assim, ao abrir esta série dedicada aos escritores de Arapiraca e região, o Território dos Poetas Vivos presta sua primeira homenagem a um autor que transformou a escrita em instrumento de memória, conhecimento e pertencimento.

    Porque enquanto houver quem escreva a história de um povo, esse povo jamais será esquecido.


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 Série: "Escritores de Arapiraca e do Agreste Alagoano )"

História e literatura
Série: Escritores de Arapiraca e do Agreste Alagoano
Gilberto Barbosa Filho — O Historiador da Memória do Agreste
Pesquisador e escritor dedicado à história de Arapiraca e do Agreste alagoano, Gilberto Barbosa Filho tem contribuído para preservar documentos, relatos e memórias que ajudam a compreender a formação histórica da região.
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O escritor, Ator, diretor teatral e atual gestor da Casa da Cultura de Arapiraca Aermerson Barros retorna como Herodes na Paixão de Cristo 2026 e reafirma sua história com o espetáculo do Morro da Massaranduba



 Aermerson Barros retorna como Herodes na Paixão de Cristo 2026 e reafirma sua história com o espetáculo do Morro da Massaranduba



    O espetáculo da Paixão de Cristo de Arapiraca volta a emocionar o público em 2026 no cenário simbólico do Morro Santo da Massaranduba, reafirmando uma tradição cultural e religiosa que atravessa gerações. Iniciada no já distante ano de 1995, a encenação transformou-se ao longo do tempo em uma das maiores manifestações teatrais a céu aberto do interior de Alagoas, reunindo fé, arte e memória coletiva.

    Entre os nomes que representam a própria origem dessa história está Aermerson Barros do Nascimento, que retorna mais uma vez ao palco para interpretar Herodes Antipas, o governante da Galileia que, segundo a narrativa bíblica, encontra Jesus Cristo durante o dramático episódio do julgamento.

    A presença de Aermerson Barros vai muito além da atuação. Ele está entre os fundadores do grupo teatral Asas da Liberdade, coletivo responsável por iniciar o espetáculo no Morro da Massaranduba. Naquele momento inicial, um grupo de jovens artistas percebeu no morro o cenário ideal para dar vida à história da Paixão de Cristo.

    Aermerson também foi o primeiro diretor artístico do espetáculo, ajudando a organizar o roteiro cênico, orientar os atores e estruturar a montagem que viria a se tornar tradição na cidade. Coube a ele ainda protagonizar uma das primeiras cenas encenadas no local, interpretando a marcante passagem da tentação de Cristo, momento que abriu simbolicamente a trajetória do espetáculo naquele palco natural.

    Agora, em 2026, ele volta a dar vida ao personagem de Herodes, figura histórica conhecida pelo olhar desconfiado e inquieto diante de Jesus, papel que ganha densidade nas mãos de quem acompanha a evolução da encenação desde seus primórdios.

    A edição deste ano reúne um elenco que promete emocionar o público. O papel de Jesus Cristo será interpretado pelo ator Paulo Caetano, vindo da cidade de Palmeira dos Índios. Já Josy Amorim dará vida a Maria, personagem central na dimensão humana e espiritual da narrativa.

    O ator Ítalo Souza interpretará o governador romano Pôncio Pilatos, enquanto Nivaldo Azarias assume o papel do intrigante e enigmático Judas Iscariotes, personagem marcado pela tensão dramática da traição.

    Outro nome que retorna ao espetáculo é Sandro Leite, que volta a dar vida ao apóstolo Pedro. Já Igor Rozza interpretará Caifás, o sumo sacerdote cuja atuação foi decisiva no encaminhamento do julgamento de Jesus.

    Uma das novidades da edição será a participação da jovem atriz Isadora Amaral, que interpretará pela primeira vez Maria Madalena, personagem de grande sensibilidade dentro da narrativa cristã.

    A direção do espetáculo fica sob a responsabilidade de Wagno Godês, que conduz um elenco sensacional, reunindo atores experientes e novos talentos em uma encenação que promete renovar a emoção do público.

    Assim, no alto do Morro da Massaranduba, a Paixão de Cristo reafirma sua força como expressão cultural, espiritual e artística de Arapiraca. E entre os rostos que atravessam o tempo dessa história, Aermerson Barros permanece como ator, fundador e guardião de uma tradição que nasceu em 1995 e continua viva na memória e na fé do povo.



Por: Redação Território dos Poetas Vivos 

Inicio e apresentação deste PORTAL



 Aermerson Barros: A Voz e o Gesto da Terra de Manoel André

Seja bem-vindo ao Território dos Poetas Vivos. Este espaço é conduzido por quem não apenas escreve a história, mas a vive nas ruas, nos palcos e nas lutas sociais de Arapiraca.

Aermerson Barros do Nascimento é um multiartista de raízes profundas. Historiador por formação (UNEAL) e gestor por vocação (UFBA), ele transita entre a poesia que ecoa na alma e a gestão que transforma a realidade.

🎭 No Palco da Vida

Cofundador da emblemática Paixão de Cristo no Morro da Massaranduba, Aermerson ajudou a erguer um dos maiores espetáculos ao ar livre de Alagoas. De idealizador a intérprete — como o imponente Herodes de 2025 —, sua trajetória no teatro é prova de que a arte é um ato coletivo.

📜 Entre Versos e Gestões

Como autor de "Ecos da Minha Terra Interior – Viver e Permitir-se", lançado na Bienal Internacional de 2025, ele dá voz ao sentimento de pertencimento. Na gestão pública, atua como Diretor da Casa da Cultura de Arapiraca e membro honorário da ACALA, sempre defendendo que a cultura deve ser acessível, democrática e popular.

✊ O Incorrigível Socialista

Para Aermerson, a arte é indissociável da justiça. Sua atuação como o Conselheiro Tutelar mais votado de sua região e coordenador de projetos sociais como o PROTEJO reflete seu compromisso com a proteção da juventude e a construção de um futuro mais humano.

"Sou um operário da cultura e um eterno aprendiz das gentes. Este território é para todos os que acreditam que a poesia é uma arma de construção em massa."

O que você encontrará aqui:

Reflexões Culturais: Análises sobre o cenário artístico alagoano.

Bastidores da Gestão: A rotina de quem faz a cultura acontecer na prática.

Poesia e Literatura: Trechos de obras e novos escritos.

Memória Arapiraquense: O resgate histórico de nossa identidade.

08 de Março: Da Poeira das Fábricas à Sensibilidade da Arte

 


    O Dia Internacional da Mulher não nasceu de uma flor entregue pela manhã, nem de uma gentileza protocolar repetida nos calendários. Ele surgiu da aspereza do tempo, da poeira das fábricas e do rumor das ruas, onde vozes se ergueram para afirmar que a dignidade feminina não é concessão, mas um direito fundamental.


Uma história de luta e dignidade ✊


    No início do século XX, vozes como a de Clara Zetkin ecoaram em assembleias e marchas, transformando indignação em movimento político. Das operárias em São Petersburgo aos debates realizados em Copenhague, a luta das mulheres ganhou dimensão internacional. Aqueles protestos e reflexões ajudaram a acender processos históricos mais amplos, como a própria Revolução Russa, e décadas depois receberam o reconhecimento oficial da Organização das Nações Unidas. Assim, o oito de março consolidou-se como marco de reflexão sobre igualdade, dignidade e direitos humanos.


    Mas essa história não se escreve apenas em assembleias. Ela também se inscreve na sensibilidade do mundo.


A mulher como criadora de linguagens ✍️


    A presença feminina atravessa a arte como uma força que recria o olhar. Na literatura, mulheres transformaram a palavra em território de pensamento, emoção e memória. Em muitas épocas foram obrigadas a escrever à margem ou sob pseudônimos, mas ainda assim produziram obras que ampliaram os horizontes da cultura e desafiaram os limites de seu tempo.


    Nas artes cênicas, como o teatro e a dança, a mulher vai além da interpretação. Ela cria gestos, imagens e narrativas corporais que revelam conflitos humanos profundos. No palco, o corpo feminino torna visível aquilo que muitas vezes a sociedade tentou ocultar: a dor, g da justiça que sustentam a cultura e a vida em sociedade. 🌹

Fonte: Aermerson Barros do Nascimento


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